segunda-feira, dezembro 22, 2003

what women want

a essa altura nós já éramos tres homens em volta dela. os dois primeiros aparentemente eram fruto de uma combinação precipitada ou talvez de uma dificuldade de dizer não. eu já estava ali por outro motivio: basicamente para entreter um dos outros dois enquanto ela focava em um. entretanto eu já sabia que uma vez q eu conseguisse entreter um deles, liberando-a completamente para o outro, ainda assim ela haveria de querer interagir conosco, especialmente no caso de começarmos a nos divertir de fato. era uma coordenação difícil aquela: como participar de tudo todo o tempo, ser o centro das atenções e ainda achar uma maneira de ter um, ou alguns, tete-a-tete. tudo isso num par de horas sentado num bar.
ela convocou mais ajuda. era uma missão mesmo muito complexa. não tardou e chegou o reforço: a amiga. bonita e levemente blasè a amiga parecia compor bem com este grupo já bastante heterôgeneo. decidi interargir com a amiga já conhecida ao invés de desempenhar a parte para a qual fui convocado.
tenho q dizer q estava bem complicado para algo que parecia tão simples. pensei no meu sono e entornei 3 caipirinhas. me arrependi quase q instantâneamente. nem o alcóol proporcionou algum alívio. minha cabeça doía, senti sono, calor, tédio. ficou pior quando a minha tentativa de interação com amiga ficou meio espinhuda. duas ou tres vezes, pela piada ou pela manutenção da atitude, recebi umas espinhadas. nem doeram, achei meio infantil na hora, mas acabou dando mta preguiça... qto ressentimento...
ali estava eu convocado para um papel que há muito não via graça em fazer, mas que acabava fazendo forçado pelo hábito, pela argumentação dela e pelo esforço de manutenção da amizade. mas na hora achei bom aceitar o fato de q estava lá movido pelas minhas próprias perninhas. num devia ter ido, é verdade. já sabia o que ia acontecer, mas agora era tarde.

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